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Archive for the ‘quilt’ Category

Alinhavando idéias…

Eu fui!!!

Fui ao 13º Festival do Quilt e Patchwork de Gramado….

O Patch !!! As amigas !!!! O encontro !!! A Festa !!! O Vinho!!! E as deliciosas comidinhas da Serra Gaucha!!!

Nossa, depois de encontrar com tantas amigas que me disseram que eu estava linda, magra, maravilhosa, ótima, etc. e tal, fiquei me sentindo culpada por mergulhar sem dó naquelas massas e molhos, galetos dourados, pães, queijos e salames, e o vinho da Serra??? Nossa… Muito esperado!!! Bebi com vontade!!! Fiquei tonta de felicidade…. E comi furiosamente… depois eu dou um jeito nos quilinhos a mais!! Graças a Deus nossa pousada ficava a quase dois quilômetros do evento e, com coragem íamos à pé sempre que possível, e isso ajudava a aliviar as calorias!!

Chegamos na segunda dia 4, pois no dia seguinte participamos do julgamento, como juízas auxiliares. Estávamos em 9 juizas, sendo três oficiais, três na secretaria e três auxiliares. Muito difícil o trabalho de julgamento. Quantos trabalhos lindos!! Que delícia ver todos os trabalhos!!! E depois, todos pendurados na exposição… uma maravilha!!

E os stands?? Coloridos, cheinhos de novidades. As máquinas de costura, as mais modernas… Os acessórios…. e OS PANINHOS… difícil de segurar a vontade de levar todos, lindos, coloridos, tão bonitinhos….

E então encontrar as amigas!! De toda parte, saudades, reencontros, AAAAAAIIIIIIIIIIII QQQQQQQQQueeeeeeeeeeeridas………………………………..

Uma pena agora esperar outro ano pra uma nova ida à Serra…

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Queridos amigos, mais uma vez fui a Gramado participar do festival de Patchwork e Quilt, o 11º, e novamente fiquei encantada com os trabalhos que vi por lá… Como nosso patchwork tem progredido, se profissionalizado e encantado todos os visitantes.

 

 

Desta vez, antes do festival ocorreu um seminário de qualificação para julgamento de quilts, ou seja, preparar e embasar pessoas para estarem aptas a fazerem um bom julgamento de peças inscritas em concursos de quilt. Estávamos em vinte participantes sob a orientação de Barbara Broshous, simpática juíza convidada internacional para o julgamento desta edição do festival. Muito claras e preciosas informações ela nos passou, e também a dinâmica de um grande julgamento nos moldes que ocorre em Houston ou Paducah. Foi muito importante participar, ajudando a dinâmica do julgamento, e observando a juíza e seus parecerminha mini colcha roxinha, para a caminha que compreies.

 

Quando terminou todo o trabalho de avaliação e a premiação pude enfim contar que entre as miniaturas, meu trabalho havia se classificado em segundo lugar, uma vez que todos foram avaliados com tarja na etiqueta, e não sabíamos de modo algum de quem eram os trabalhos participantes.

 

O evento em si desta vez aconteceu em um espaço amplo, pertencente à Universidade do

Rio Grande do Sul, com boa iluminação e
 espaço de exposição de trabalhos, e muito espaço para as lojas e circulação das pessoas.

 

 

O clima em Gramado é sempre bom, não importando se sob chuva, garoa, frio intenso ou sol escaldante. Desta vez tivemos frio, garoa e uma forte neblina, dia e noite… Mas não importa, tudo é festa, sempre bom, pois o mais importante é rever os amigos de longe, de perto, rir muito, comer bem e claro, falar sobre Patch… Agora só nos resta esperar pelos próximos festivais.

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 Tem gente que gosta de gatos. Elegantes. Refinados. Donos do próprio nariz e donos daqueles que se acham seus donos. Não atendem aos chamados, a não ser que lhes seja interessante. Não ligam pra visitas, ignoram. Zelam só por si. Não fazem festas barulhentas quando felizes apenas miados discretos. Não dão lambidas molhadas de alegria, são finos.

Tem gente que adora pássaros. Ou tem nos perto de si em gaiolas para cuidar e ouvir seus trinados, ou apenas gostam de observá-los, sentados em varandas, ou ainda se embrenham pelas matas, munidos de binóculos a observar seus hábitos.

 Tem quem seja louco por jabuti, ou hamster, ou coelhos, cobras, lagartos e mesmo aranhas.

Eu gosto mesmo de cachorro. Concordo com a propaganda que diz que “Cachorro é tudo de bom”. Concordo mesmo. Tanto concordo que tenho três. Três salsichas, ou teckel, como queiram. Adoro a festa barulhenta que fazem quando chego em casa, as lambidas festivas que ganho, o amor incondicional que recebo,  o ciúme da minha pessoa, como se eu pertencesse só a eles, e da mesma forma deva ser devotada. A exigência dos carinhos nas suas costas. O mau gênio demonstrado aos estranhos que chegam a nossa casa, que depois de devidamente “apresentados”, na maioria das vezes, tornam-se alvo de demonstrações mais afáveis. Ao convite “vamos trabalhar?” correm todos para a porta do ateliê e ficam esperando que seja aberta para subirem a escada correndo e se ajeitarem aos meus pés, pacientemente, enquanto trabalho. Se, ao chegar a noite, me demoro mais do que o costume, sou severamente advertida por insistentes latidos que “a hora do expediente já acabou, precisamos descer e nos acomodar no sofá, fazer trabalho manual, e ver televisão”. A Sally acomodada no meu colo sob o trabalho, o Billy colado ao meu lado direito, e o Monet sentado no canto do sofá, apoiando seu braço na lateral do sofá, com pose de lorde inglês. Sempre foi assim. Desde que o Pequeno Billy ficou triste e sozinho quando sua companheirinha Tutty morreu, e decidi buscar-lhe uma nova companhia, uma cadelinha tímida e quietinha que havia visto na vitrine de uma loja. Tímida e quietinha…, pois sim, num instante aquele fiapinho de cachorro tomou conta do entristecido Billy, tomou conta da casa, e decidiu que éramos todos dela!!! De bom grado aceitamos, nós os humanos e o Billy, encantado que estava com a agitadíssima figura. Não preciso contar que num instante a família aumentou, e vieram três lindos filhotes, que tive a honra de ajudar no parto: a Frida, o Zeca (hoje Scoobyloo), e o Monet. Foi impossível afastar o Billy da prole, tão feliz ele estava que queria entrar no ninho toda hora!!!! O tempo foi passando, Frida e Zeca seguiram seus caminhos, e o Monet ficou conosco.

Não chega a completar um mês que descobrimos que o Billy tinha um sério problema cardíaco.

A princípio não julgávamos tão sério, uma vez que demonstrava um leve cansaço e emagrecimento, e nem tinha tanta idade assim, estava com 9 anos. Foi logo medicado, mas não melhorou, e com os exames descobrimos que as válvulas de seu coraçãozinho estavam muito comprometidas, irreversivelmente, e o cardiologista chegou a dizer que não daria pra prever se ele duraria uma semana, um mês ou dois, mas não seria muito. Ficamos todos muito abalados com a doença dele, mas jamais esperamos que se fosse tão rápido. Na sexta feira fui acomodá-los para dormir, e ele como sempre rosnou pra mim, pois só entrava na casinha quando ele queria, não adiantava insistir. Estava bem. Acomodou-se, cobri-o, apaguei a luz e encostei a porta.

Foi encontrado na manhã seguinte já morto.

Não dá pra explicar o sentimento de impotência que nos invade, a dor da perda do companheirinho, esquecer seu olhar penetrante e apaixonado, como que querendo falar conosco, (muitas vezes ele me fazia entender o que ele estava querendo), sua vigília sempre ao meu lado, sua tristeza quando eu me ausentava por um período maior (uma vez depois de voltar de viagem, após os carinhos e as lambidas, recebi do Billy vários rosnados sentidos, ele estava bravo!).

Meu doce amiguinho se foi, e venho aqui prestar a ele minha homenagem, pois foi sempre um bom cachorro, genioso sim, dono de forte personalidade, mas não se envolvia em questões banais, apenas quando era afrontado, ameaçado, ou sentia ameaçados os que amava.

Ao Billy todo meu amor!

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Minhas idéias e meus trabalhos não nascem prontos. Precisam de um tempo para atingir a maturidade dentro de mim antes de se manifestarem publicamente, seja um texto, um bordado, um quilt, uma aquarela, tudo tem seu tempo de preparação interna antes de aflorar. Esse é o meu processo criativo. Depois de a idéia nascer eu preciso ainda ruminar muito para que ela comece a ser trabalhada.

Então hoje estou aqui no meu ateliê, nesta tarde quente, tentando colocar em palavras meus sentimentos sobre os últimos acontecimentos de minha vida, minha alegria de ter construído um espaço meu, contar como foi importante participar da exposição de aquarelas, de como me diverti “pintando e bordando” meu trabalho, como foi necessário imaginar e realizar uma cortina de pedaços, e bordar com linhas fortes e vivas as cores de minha nova vida.

O retorno ao mundo das artes plásticas me fez um bem enorme; encontrar os antigos companheiros de aquarela, da jornada da pós-graduação, ver trabalhos maravilhosos, ter gratas surpresas quanto ao rumo que a arte de alguns tomou, um modo inovativo? Inusitado? Não sei! Deliciosamente plástico. Mostrar a meus pares minha arte, a aquarela resultante de meu bordado sobre papel, o modo lúdico como decidi voltar à pintura, aliada a experiência adquirida nos anos de prática com as linhas, o quilting, o domínio da mão sobre a máquina de costura, a habilidade adquirida no bordado… Adorei ver que meu trabalho causou surpresa… Adorei ver que amigas ligadas às linhas e retalhos foram me prestigiar indo a vernissage da exposição de aquarelas…

Depois, a expectativa da inauguração do ateliê, a correria para que tudo estivesse pronto a tempo, a idealização, o apoio da amiga Daisy me ajudando com dicas e idéias práticas, o encantamento ao me deparar com exatamente os móveis que estava precisando, a presteza da amiga Raquel, que na ultima hora pintou duas lindas peças porta revistas para mim, e o carinho da Cleide, que embora de viagem marcada, não deixou de me apoiar.                                  

Mas, mais do que tudo, foi precioso poder contar com o apoio de meu maridão em todas as etapas deste processo, desde a procura do imóvel, a ajuda na escolha dos móveis e das cadeiras, até mesmo a providência de água para meus convidados, esteve sempre atento aos detalhes que muitas vezes me passavam desapercebidos.

Foi importantíssimo poder contar com a Flávia, minha filha, na organização do espaço, e na recepção dos móveis. Também o carinho da Marília, minha filha, e do Maurício, meu genro, que fizeram questão de estar comigo neste momento. Receber os amigos e familiares que vieram confraternizar comigo, na minha “casa nova” me encheu de alegria. Mostrar o espaço, falar de planos, de aulas e parcerias que pretendo fazer – uma já em andamento, trata-se de workshop de bichos de pano da Dedé Dischinger, da Calandra Country – Arte em Pano, Canela RS, que vai acontecer aqui no ateliê. Em breve divulgo data e hora, mas se você estiver interessada, vá se preparando para guardar seu lugar. A aula sobre “Teoria das Cores aplicada ao Patchwork” que ministro também deve acontecer em breve.

Estou agora na fase de tomar posse de fato do espaço criado, trabalhar no novo quilt, receber minhas alunas, e ir aos poucos me adaptando, me encontrando, me descobrindo, fazendo o ninho, como quando a Sally, minha cachorrinha teckel, está com sono, e ajeita várias e várias vezes a manta antes de se enrolar e dormir. É preciso “formar” o ninho, se aconchegar, e isto é um processo que toma algum tempo.  Só digo que me sinto muito bem aqui, muito feliz, criativa, e espero seguir assim, sempre, “pintando e bordando”…..

 

 

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Queridos Amigos:

 

Neste ano, vocês que me acompanham sabem, cantei com o Milton Nascimento e o Fernando Brant, das Marias…, de ser Maria, de ter garra, ter força, gana, raça, manha, de ter sonho sempre, de ter fé na vida.

Também emprestei de Fernando Pessoa a vontade de me renovar, a certeza de estar sempre recomeçando, fazendo da queda um passo de dança, do medo uma escada e do sonho uma ponte.

Da Clarice Lispector tomei as asas para voar e sonhar com aquilo que quero ser, e tornar concreto o sonho embalado.

Vocês sabem o quanto foi difícil sentir quando o vento repentinamente inflou as velas de meu barco, no início deste ano, e desamarrou minhas amarras do porto que com tanto amor havia construído, e julgava seguro. Me lancei ao desconhecido, à procura de mim mesma, a procura de novos rumos, de um outro porto.

Não deixei de lado meu sonho de ter um cantinho que pudesse ser partilhado por outras mulheres, a vontade de dividir cargas e conhecimento, e de compartilhar uma xícara de café.

Me recolhi, mas dividi com vocês meus anseios, e fui muito bem acolhida, confortada, e minhas forças se renovaram. Aos poucos conseguir re-arrumar minhas linhas e minhas idéias, organizar meus tecidos e meu espaço, retomar a costura dos panos e dos relacionamentos, a quiltar e a preencher a vida de alegria.

(Como um bônus extra consegui retomar minha pintura de aquarela sobre papel, e conforme contei em outra carta, estou participando novamente de uma exposição de artes plásticas, que terá o vernissage dia 8 de Agosto, às 20hs, na FASM, r. Dr. Emílio Ribas, 86 – Perdizes. Todos estão convidados!!!.)

Construí também meu novo porto, onde pretendo dar aulas e receber minhas amigas. Planejei o espaço, escolhi com cuidado os móveis, costurei retalho por retalho as cortinas, arrumei a casa!

         Por isso é com muita alegria que venho convidar vocês a estarem comigo na inauguração de meu Ateliê.

Será sábado, dia 9 de agosto das 10 às 16 horas. Fica na Rua Cotoxó 303, conjunto 98, Perdizes SP.

Ficarei muito feliz com a sua presença!!!!

Um beijo,

Selma Dias

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Esta quinta-feira amanheceu diferente; levantei rapidamente da minha cama, me aprontei, e fui levada por meu marido ao aeroporto: fui passar o dia no Rio de Janeiro, na abertura do Rio Patchwork Design 2008, a exposição e feira de Patch, cujo tema este ano era o Tropicalismo, em comemoração aos 40 anos daquele que foi um movimento marcante em nosso país especialmente pela música.

Cheguei ao Rio com tempo claro, céu azul, mar verdinho, e o amável comandante do avião deu-nos o presente de sobrevoar todo o Rio; pude ver claramente a Baía de Guanabara, a ponte Rio – Niterói, a cidade de Niterói ao longe, os Arcos da Lapa, o outeiro da Glória, o Pão de Açúcar, o Cristo, sempre de braços abertos sobre a linda cidade.

Cheguei cedo ao evento, que só abria às 12hs, mas, como eu, outras garotas do Patch também chegaram cedo, vindas em caravana de outras cidades vizinhas ao Rio, como Resende, Petrópolis, Teresópolis… Como sempre, nunca fico sozinha, e logo tratei de fazer uns contatos com as garotas e bater um papinho bem legal enquanto esperávamos pela abertura do show.

A exposição estava bem montada em painéis de madeira pintada de branco e à entrada lia-se a frase do texto “Tropicália” de Hélio Oiticica: …”O mito da tropicalidade é muito mais do que araras e bananeiras: é a consciência de um não-condicionamento as estruturas estabelecidas, portanto altamente revolucionário na sua totalidade. Qualquer conformismo, seja intelectual, social, existencial, escapa à sua idéia principal.”

Os trabalhos menores estavam circundados por uma linda moldura de madeira fixada nos painéis. As colchas grandes, por outro lado, estavam colocadas pelo lado de fora do espaço destinado à exposição, voltadas para o corredor de passagem o que prejudicou muito a apreciação das obras, uma vez que ao parar para admirar o trabalho, sempre havia muita gente tentando passar para um ou outro lado, pela frente ou por trás, e como o corredor não era muito largo, as fotos ficaram bem prejudicadas, pois para conseguir capturar a imagem de toda a peça precisávamos ficar bem de lado.

Infelizmente também, como a premiação seria por júri popular, os trabalhos não exibiam os nomes de seus autores, mas sim um papelzinho pregado com alfinete onde se via um número escrito à mão, para que a peça pudesse ser votada anonimamente. Fotografei todos os lindos trabalhos e vou postar as fotos no blog. Assim que conseguir descobrir os nomes dos autores, tentarei nomear as fotos.

Uma coisa triste que tenho observado em nossos festivais, e aqui não me refiro apenas ao festival do Rio, mas a todos os festivais brasileiros, é a falta de cuidado que os visitantes, em sua maioria, tem ao apreciar os trabalhos de Patchwork. Muitos tocam no trabalho, sem se lembrar que nossas mãos, por mais limpas que estejam, carregam a gordura natural de nossos corpos, e que a soma dos toques vai deixar uma marca de gordura nas peças apresentadas. Chega a ser mesmo engraçado observar como muitos precisam “ver” com as pontas dos dedos, para apreciar melhor um bordado, um quilt, ou mesmo um perfeito encaixe. Cabe aos professores destinar parte de suas aulas para este tipo de orientação aos seus alunos, e aos organizadores dos eventos a proporcionar condições de exibição das peças de modo a coibir essas situações desagradáveis.

A feira é sempre uma festa, um encontro de amigas, conhecidas ou não, irmanadas pelo gosto por esta arte. A disputa pelos paninhos também faz parte do jogo, e em muitos stands estava mesmo impossível de entrar, e se entrava, impossível sair! Mil botõezinhos, charms, moldes, bonecas lindas, paninhos, painéis, acessórios, máquinas que só faltam falar….

Todos os stands estavam muito disputados.

O lançamento da nova coleção de bolsas da 1001 Retalhos cujo tema é os rios do Brasil, feitas com um tecido à base de garrafa pet reciclada, e bem bordadas, encantou todas as mulheres que passaram pelo stand.

Passei uma ótima tarde, me encontrei com várias amigas do Rio e mesmo de São Paulo, ri muito, vi lindos trabalhos, comprei alguns botõezinhos, uma linda bolsa, e uma bonequinha, e quando percebi já estava na hora de voltar ao aeroporto e daí pra casa outra vez. Valeu!!!!

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Estou praticamente acabando de chegar de minha viagem à Paducah no Kentucky, cidade que é considerada a capital americana do quilt, e onde se localiza o Museu Americano do Quilt. Fica bem no meio dos EUA, uma cidade pequena, mas cheia de calor humano, com um povo muito receptivo e feliz por ser alvo de uma “romaria” anual de quilteiras de toda parte do mundo.

Paducah se localiza a oeste do estado de Kentucky, às margens do Rio Ohio.

Ao lado do porto fluvial, no centro da cidade, vemos um enorme muro, com painéis pintados, e em cada quadro vê-se um pouco da história da cidade, da conquista do território, os índios, a urbanização, a extração de madeira, as indústrias, até chegar aos dias de hoje. No centro também podemos tomar um bondinho que leva a todos pontos de interesse da cidade.

A região é de fazendas, com grande parte da população vivendo na área rural. Esta é uma época linda naquela região pois estão em plena primavera, com as árvores desabrochando, cheias de minúsculas folhas verdes, clarinhas, e botões de flor nos galhos das árvores e em toda parte. Lá agora a ordem é reformar canteiros, plantar novas mudas de flores, e vestir o jardim de primavera!

Por toda parte encontrei cartazes de saudação e boas vindas às quilteiras, e a maioria das lojas e restaurantes estava enfeitada com quilts, retalhos, e objetos alusivos a vida no campo e à arte da costura como é praticada por lá e também como era nos tempos antigos. Há muitas lojas de antiguidades, onde também é possível comprar de pequenos objetos antigos, dedais, objetos de toucador e mesmo móveis, até jogos de blocos para quilt, esperando apenas para serem unidos e quiltados. Mesmo o Shopping Center da cidade dedicou uma grande área para que os artesãos de patchwork e quilt montassem seus pontos de venda.

O Museu Americano do Quilt se localiza bem no centro de uma praça ajardinada, ao lado do porto, num belo edifício térreo, moderno, com três grandes salões de exposição, loja, e espaço para aulas e palestras. Lá se encontram os quilts premiados de festivais passados, e antigos quilts, que tem sua datação histórica, aproximada, da época da colonização americana, que por seu estado de conservação ou especial design, mereceram estar entre os destaques do museu. No momento estava ocorrendo uma exposição de trabalhos de quilt em miniatura de tirar o fôlego de tão lindos, e uma outra exposição de quilts artísticos, modernos, que teve a curadoria de Ricky Tims, conhecido e famoso artista dos quilts que ainda toca e canta.

Proximo ao Museu localiza-se o espaço de exposições da cidade, onde ocorreu o evento. Um grande espaço de exposições principal, e mais dois salões de exposição ao lado, todos cheios de lindos quilts dos mais varidos temas, e de lojistas de toda parte dos EUA que trazem as novidades em materiais.

É incrível, mas vi gente de boa parte do mundo por lá: grupos de japonesas, grupo de holandesas, indianas, inglesas, francesas, espanholas, italianas, nós as brasileiras, e muitas que pela língua falada ficou difícil de localizar…Vi muita gente do povo Amish, com suas roupas tradicionais, suas toucas delicadas. Vi um grupo muito divertido das garotas do Red Hat Society, que vestidas a caráter, fizeram questão de ajudar como White Gloves (guardiãs dos quilts) durante um dos horários.

Eu também me inscrevi como “White Glove”, e por duas horas trabalhei como guardiã de uma ala da exposição, ajudando a controlar os visitantes mais empolgados para que não tocassem os trabalhos, e fornecendo informações sobre os mesmos.

É verdadeiramente emocionante ver aquelas maravilhosas obras de arte, que muitas vezes nos pegamos pensando mas “como se faz isto com tanta perfeição?”, ver a delicadeza dos arranjos de tecidos nos trabalhos, e ver que alguns são mesmo um pouco exagerados segundo meu gosto brasileiro.

Uma das coisas que me fez mais feliz, foi logo ao começar olhar a categoria painéis de parede ver o trabalho da amiga Hila Leslie, de Niteroi – RJ, um magnífico trabalho todo à mão, que eu já havia visto no festival de Gramado em 2007, onde fora premiado.

Foi uma viagem empolgante, divertida, proveitosa, de onde além das imagens inesquecíveis dos trabalhos, do povo, da região, pude trazer também alguns queridos “paninhos”….

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