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Archive for the ‘mulheres’ Category

Recebi hoje o texto abaixo – (de autor desconhecido) – de minha amiga Denyse, e estou dividindo com voces!!!


Se eu tivesse que escolher uma palavra – apenas uma – para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: descomplicar. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos – e merecemos – ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. Amizade, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia…) nas relações amorosas, acabamos deixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes – isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: pausa e silêncio. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia – não importa – e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo rir. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada – faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesma, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: gentileza. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: sonhar e recomeçar. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere… sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.

(Autor desconhecido)



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Muitos amigos têm reclamado que nunca mais escrevi em meu blog. Tem razão. Este blog, por muitas vezes pra mim foi mais do que um mero meio de me comunicar… Foi um meio de provar a mim mesma que continuava viva, respirando, pulsando… E mesmo quando não consegui por um tempo escrever, pois muitas vezes a dor faz com que nos faltem mesmo os pensamentos, emprestei de outros as palavras que publiquei: textos, poesias, listas, mas… ultimamente nem isto.

Nada.

Não que não pense, não desenhe em minha mente o esboço do que escreveria, dava-lhe a forma em meu pensamento, mas, na hora de colocar para fora de mim, desistia, passava a bola, virava a página, deixava pra uma outra vez , quem sabe???

Estava em minha fase de casulo, onde a lagarta tem que se concentrar em se tornar borboleta, ou…    desistir de vez.

Comecei espichando uma perna pra fora – lecionando para algumas alunas, depois, quem sabe, esticando uma asa – vendendo alguns trabalhos, ou uma antena quem sabe? – me sentindo mais confiante em minha comunicação? A saída do conforto do casulo é difícil. Mas aos poucos o espaço se torna apertado demais para conter o novo ser que ali vem se apresentando, e aos poucos ressurgindo, transformado.

Eu sempre gostei de um bom papo, de gente interessante, que tem algo pra dizer, de dar boas risadas, fazer barulho, cantar bem alto e me sentir feliz… Tenho uma natureza muito barulhenta, vocês não sabem, eu disfarço bastante…

Recebi e-mails carinhosos de gente sentindo minha falta, de gente que nem me conhecia dizendo que o que eu escrevia tinha alguma coisa a comunicar… hummmmm, sei…

E onde eu estava? Quem era esta que estava habitando a minha casca? Por que me acostumei em ser lagarta por tanto tempo? E agora???

Há alguns anos atrás, fiz uma pós-graduação em Artes Plásticas, modalidade Aquarela sobre papel, e, como encerramento de curso precisei apresentar uma monografia acompanhada de um trabalho plástico – dez aquarelas representativas de meu trabalho. Mas foi muito difícil decidir sobre o que escrever, e, pior, o que pintar??? Acabei colocando em letras e tintas o tema que me acompanhava desde muito tempo, tentando entender o universo feminino, meu universo, as mulheres que embora saiam pro trabalho e pra vida, ainda vivem presas dentro de si mesmas, sem voz, sem expressão, como prisioneiras na sua própria torre, sem defender o seu valor, mas com uma consciência de que alguma coisa está errada, e …elas pensam!!!… Chamei minha monografia de “O Resgate do Eu”. Queria com meu trabalho plástico capturar este momento dessa tomada de consciência, – nem mesmo eu havia percebido que uma parte de mim mesma também se sentia aprisionada…. Hoje sei que minha procura por essa essência feminina perdida, adormecida, amordaçada começou há muito tempo.

Aí encontro mulheres, que como eu também encetam essa mesma busca, cada uma à seu modo, a busca do Sagrado, da essência divina que habita em nós, a essência primitiva das mulheres que correm como os lobos, que são livres e selvagens.

O caminho para o encontro da mulher natural, como deveria sempre ser, selvagem (nomeada assim por Clarissa Pinkola Estés), é muitas vezes difícil, torto, incompreendido. Cada uma de nós o percorre de uma maneira, mas é certo, que esse regate da figura feminina criadora, geradora de poder, sábia, cúmplice de seus pares, uma hora ou outra acaba acontecendo. Esta mulher que volta às raízes de seu ser muitas vezes se manifesta e vem à tona ao desenvolvermos trabalhos manuais, onde, em círculos, desde tempos remotos, mulheres compartilhavam mistérios enquanto teciam, pintavam , escreviam, instruíam suas filhas nas artes da cura e do alimentar sua família.

Hoje, ao ensinar patchwork – a arte de unir retalhos – sinto uma poderosa corrente de energia que me liga às minhas alunas e às outras mulheres que vieram antes de mim; compartilho informações técnicas, mas também transmito uma parte desse elo sagrado que é o compartilhar pessoas. Dizemos mesmo que o patchwork é a arte de unir retalhos, unindo pessoas. É verdade. O retalho é um pedaço cortado de um tecido maior, que se une aos outros retalhos de outros tecidos de maneira delicada, bela, e compõe com eles o novo tecido – há uma transformação. Assim, como o retalho de tecido, as vidas das mulheres recortadas e costuradas de novo, ajuntadas, vem nos transformar em uma bela rede, ou teia de mulheres, um tecido delicado,  que nos torna mais fortes, pois unidas. O nosso elo sagrado, a porção divina que em nós habita, é compartilhado e nos revigora, trazendo-nos de volta à nossa essência.

O grupo nos fortalece, pensa as feridas, promove a cura da alma. O resgate do Eu tem um preço. Mas vale a pena, quando a alma de novo sente impulsos para voltar a dançar e cantar livremente…

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Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo

embranquece, os dias convertem-se em anos…

Mas o que é mais importante não muda;

A tua força e convicção não têm idade.

O teu espírito é como qualquer teia de aranha.

Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.

Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.

Enquanto estiveres viva, sente-te viva.

Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.

Não vivas de fotografias amarelecidas…

Continua, quando todos esperam que desistas.

Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.

Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.

Quando não conseguires correr através dos anos,

Trota

Quando não consigas trotar, caminha.

Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.

Mas nunca te detenhas!!!.

Madre Teresa de Calcutá

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…pode haver época em nossa vida em que ocorra uma mudança total , quando a gente leva um tombo e tudo fica de cabeça pra baixo…. mas depois a gente para e começa a perceber que de cabeça pra baixo é que era o lado certo da vida, …e a gente segue em frente.
. Selma.

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Hoje tomei contato com este lindo texto de Edson Marques, que vem sendo divulgado como sendo de  Clarice Lispector, que fala de mudanças, do novo, do novo olhar, do novo sentir, de como obter este novo olhar…   Divido então com voces este texto, que não é meu, mas queria muito que tivesse sido, assim como desejo que seja de cada um de voces….

 

“Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de TV,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale à pena!!!! 

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 Como contei a vocês, estou com meu joelho esquerdo operado, em recuperação de uma lesão na cartilagem. Processo lento, que me obrigou a usar muletas por seis semanas, depois passando a usar apenas uma muleta por algum tempo, para, depois de muita fisioterapia, voltar a andar normalmente.

É muito interessante como o não uso de um joelho vem redimensionar toda uma dinâmica. Fiquei muito mais lenta nas pequenas coisas do dia a dia, o sentar, o levantar, o caminhar, o banho e o enxugar o corpo depois, enfim todas as ações, mais demoradas, trabalhosas, os movimentos tem que ser muito bem pensados, planejados, sob o risco, em caso contrário, de haver um desgaste físico dobrado… O tempo passa a ter outra dimensão.

Também tem a questão de não conseguir carregar quase nada, pois as mãos  estão muito ocupadas me carregando. Isto é o pior. Você fica dependente. Se quiser buscar uma fruta para comer, até chego a ela, mas, e como trazer? Complica… Tem que se inventar maneiras ou depender de alguém.

O trabalho no ateliê ficou prejudicado. Difícil dar uma boa aula sem poder ter a liberdade de me movimentar, ou de buscar alguma coisa para mostrar a aluna, enfim… Minhas alunas são muito pacientes.

Isso me levou a uma consciência maior do tempo em si, e de como ás vezes fazemos uma coisa já pensando na seguinte, sem aproveitar o momento presente. Hoje em dia só consigo fazer uma coisa de cada vez. E não adianta ficar nervosa, pois estou mais lenta. E pronto.

O que conseguir realizar, bem! O que não conseguir realizar, paciência! Não adianta sofrer. Não dá e pronto.

Outra questão é como o outro nos enxerga, ou como nós todos enxergamos alguém com dificuldade física… Senti na pele as dificuldades de uma pessoa deficiente. No meu caso uma deficiência temporária, mas uma experiência que todos devíamos passar. Passei a olhar com carinho as vagas de estacionamento reservadas para os que realmente precisam delas, e senti muita raiva ao ver no estacionamento do conjunto Kinoplex aqui em São Paulo, um lindo carro conversível ocupando a melhor vaga, a mais próxima do elevador, reservada para deficientes. E quem realmente precisava do espaço? Quem usa cadeira de rodas fica sujeito a uma vaga apertada? Como fica isso? Sem falar nas calçadas esburacadas, rampas íngremes, e outras coisas mais…

Tive também a experiência de emprestar um carrinho à bateria para me locomover em um shopping Center. É muito interessante a reação das pessoas. Algumas simplesmente não te enxergam… não vêem a pessoa com dificuldade de locomoção. Explico: precisava ir a outro andar. Diversas vezes o elevador parou em minha frente e foi embora, sem eu conseguir entrar, pois eu tinha que encaixar o carrinho na frente da porta estreita do elevador, mas antes precisava deixar sair quem estava dentro. Os passantes não me enxergavam e não paravam de passar em frente ao carrinho. Eu não conseguia movimentá-lo e entrar no elevador, que fechava a porta e ia embora!!! Até que um casal percebeu e chamou o segurança que veio em meu auxílio, “bloqueando o transito” dos passantes para eu poder entrar! Que stress.

Sei que este tempo vai passar, e um dia nem vou me lembrar das dificuldades que enfrentei. Mas sinceramente espero não me esquecer das lições aprendidas nesta fase, das pequenas atenções e manifestações de solidariedade recebidas de estranhos, pessoas solícitas, que às vezes com um simples abrir de porta manifestaram atenção e cuidado com uma desconhecida em dificuldade.

 

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Estou recomeçando lentamente minhas atividades no ateliê. Uma cirurgia no joelho esquerdo me deixou de muletas por um bP1000972om tempo, mas não consigo ficar parada, sem ver as amigas, sem estar no meu cantinho…. embora ainda não consiga ficar por muito tempo.

Estamos com um grupo de bordados muito bom , com a orientação da Sonia Bianco, que foi aluna da Sávia Dumont, e também já era bordadeira por mãe , avó, tias, portuguesas, e andamos bordando a vida!!!!!
Tem sido uma experiencia muito rica!!! A tarde passa rápidamente, e os trabalhos estão crescendo!!!
Nossa próxima reunião será na sexta, dia 24/07, 14hs em meu ateliê.
Não quer aparecer?????
bjim

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