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Archive for the ‘bichos’ Category

 Queridas amigas e alunas!!!! 

É com o maior prazer que venho divulgar as próximas aulas especiais em meu Ateliê : 
 
 Coelhajulia Júlia – com a profª Dedé Dischinger

A Páscoa está chegando! Vem com chocolate e… e….. coelhos!

19 de março – Valor: 90,00
Horário: das 13h às 17h
Todo o material está incluso (tecidos cortados e fechados, plumante, acessórios, molde, passo-a-passo, foto). Você apenas deverá trazer suas canetinhas para a carinha, linhas, agulhas e muita ALEGRIA.
Corfirmação deste workshop com a Dedé! (são poucas vagas…) pelos telefones: 11-24782057 / 11-96320006
www.flickr.com/photos/calandracountry
Obs: se você não puder vir, a profª tem a apostila e também o kit com material+apostila. faça contato.

 

Aula: Aplicação em feltro – com as profªs Hila Leslie e Vanessa Lott 
I MPERDÍVEL as meninas do Rio em São Paulo!!!!!!
almofada-feltro-hila-leslie
Para quem não conhece ou não gosta da “dobra com a agulha”, esta  técnica é fácil e de resultado imediato.
Pré-requisito: não há
Dia: 15/04  quarta feira,
Horário: 9 às 12:00 h – vamos nos ocupar antes do horário da feira!!!!!!
Material:
·         Material usual para costura
·         Agulha corrente número 7
·         O restante do material deverá ser adquirido com as professoras por R$ 10,00
Para esta aula a reserva de vagas é feita comigo, pelos telefones 11 99836707 ou 11 36732413

  Gatinha – profª Dedé Dischinger

dia 16/04 das 9h às 13h.
Sairemos do workshop diretamente para a feira do São Luis: www.brazilpatchworkshow.com.br/. logo a foto estará nos blogs, da Dedé e no meu.- será uma gatinha linda! ainda está sendo finalizado o projeto… Neste ano a Dedé não estará expondo na feira do São Luiz.

Local: Ateliê Selma Dias – Perdizes – SP- tel: 11 99836707 e 11 36732413 – POUCAS VAGAS DISPONÍVEIS

Selma Dias
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 Tem gente que gosta de gatos. Elegantes. Refinados. Donos do próprio nariz e donos daqueles que se acham seus donos. Não atendem aos chamados, a não ser que lhes seja interessante. Não ligam pra visitas, ignoram. Zelam só por si. Não fazem festas barulhentas quando felizes apenas miados discretos. Não dão lambidas molhadas de alegria, são finos.

Tem gente que adora pássaros. Ou tem nos perto de si em gaiolas para cuidar e ouvir seus trinados, ou apenas gostam de observá-los, sentados em varandas, ou ainda se embrenham pelas matas, munidos de binóculos a observar seus hábitos.

 Tem quem seja louco por jabuti, ou hamster, ou coelhos, cobras, lagartos e mesmo aranhas.

Eu gosto mesmo de cachorro. Concordo com a propaganda que diz que “Cachorro é tudo de bom”. Concordo mesmo. Tanto concordo que tenho três. Três salsichas, ou teckel, como queiram. Adoro a festa barulhenta que fazem quando chego em casa, as lambidas festivas que ganho, o amor incondicional que recebo,  o ciúme da minha pessoa, como se eu pertencesse só a eles, e da mesma forma deva ser devotada. A exigência dos carinhos nas suas costas. O mau gênio demonstrado aos estranhos que chegam a nossa casa, que depois de devidamente “apresentados”, na maioria das vezes, tornam-se alvo de demonstrações mais afáveis. Ao convite “vamos trabalhar?” correm todos para a porta do ateliê e ficam esperando que seja aberta para subirem a escada correndo e se ajeitarem aos meus pés, pacientemente, enquanto trabalho. Se, ao chegar a noite, me demoro mais do que o costume, sou severamente advertida por insistentes latidos que “a hora do expediente já acabou, precisamos descer e nos acomodar no sofá, fazer trabalho manual, e ver televisão”. A Sally acomodada no meu colo sob o trabalho, o Billy colado ao meu lado direito, e o Monet sentado no canto do sofá, apoiando seu braço na lateral do sofá, com pose de lorde inglês. Sempre foi assim. Desde que o Pequeno Billy ficou triste e sozinho quando sua companheirinha Tutty morreu, e decidi buscar-lhe uma nova companhia, uma cadelinha tímida e quietinha que havia visto na vitrine de uma loja. Tímida e quietinha…, pois sim, num instante aquele fiapinho de cachorro tomou conta do entristecido Billy, tomou conta da casa, e decidiu que éramos todos dela!!! De bom grado aceitamos, nós os humanos e o Billy, encantado que estava com a agitadíssima figura. Não preciso contar que num instante a família aumentou, e vieram três lindos filhotes, que tive a honra de ajudar no parto: a Frida, o Zeca (hoje Scoobyloo), e o Monet. Foi impossível afastar o Billy da prole, tão feliz ele estava que queria entrar no ninho toda hora!!!! O tempo foi passando, Frida e Zeca seguiram seus caminhos, e o Monet ficou conosco.

Não chega a completar um mês que descobrimos que o Billy tinha um sério problema cardíaco.

A princípio não julgávamos tão sério, uma vez que demonstrava um leve cansaço e emagrecimento, e nem tinha tanta idade assim, estava com 9 anos. Foi logo medicado, mas não melhorou, e com os exames descobrimos que as válvulas de seu coraçãozinho estavam muito comprometidas, irreversivelmente, e o cardiologista chegou a dizer que não daria pra prever se ele duraria uma semana, um mês ou dois, mas não seria muito. Ficamos todos muito abalados com a doença dele, mas jamais esperamos que se fosse tão rápido. Na sexta feira fui acomodá-los para dormir, e ele como sempre rosnou pra mim, pois só entrava na casinha quando ele queria, não adiantava insistir. Estava bem. Acomodou-se, cobri-o, apaguei a luz e encostei a porta.

Foi encontrado na manhã seguinte já morto.

Não dá pra explicar o sentimento de impotência que nos invade, a dor da perda do companheirinho, esquecer seu olhar penetrante e apaixonado, como que querendo falar conosco, (muitas vezes ele me fazia entender o que ele estava querendo), sua vigília sempre ao meu lado, sua tristeza quando eu me ausentava por um período maior (uma vez depois de voltar de viagem, após os carinhos e as lambidas, recebi do Billy vários rosnados sentidos, ele estava bravo!).

Meu doce amiguinho se foi, e venho aqui prestar a ele minha homenagem, pois foi sempre um bom cachorro, genioso sim, dono de forte personalidade, mas não se envolvia em questões banais, apenas quando era afrontado, ameaçado, ou sentia ameaçados os que amava.

Ao Billy todo meu amor!

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