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Archive for junho \28\UTC 2008

Preciso dividir com vocês, neste espaço virtual, a minha participação em dois eventos no espaço dos últimos dez dias. Cada qual, à sua maneira, ao mesmo tempo desafiador e emocionante

O primeiro deles foi o II Encontro de Mulheres Contemporâneas, dia 18 de junho, idealizado por Ana Maria Leandro, onde em um auditório belíssimo participei como ouvinte, durante manhã e tarde, de uma série de palestras e debates sobre temas muito interessantes, com palestrantes muito carismáticos.

Tivemos um primeiro painel sobre Responsabilidade Pessoal: carreira, ascensão profissional, exercícios de vários papéis, com J. A. Gaiarsa (psiquiatra, especialista em gente!), Luis Grottera (consultor de marketing, e especialista em estratégias Blue Ocean), Dimitri Salles (advogado, especialista em direitos humanos).

O segundo painel foi sobre Resiliência nos Relacionamentos, que eu não sabia, mas aprendi que se trata da capacidade de suportar as pressões negativas. Quem nos falou foi Maria Lúcia Pettinelli (engenheira e administrador, coach especializada em carreira), Beatriz Cullen (farmacêutica, especialista em marketing de relacionamentos) e Michelle Ratton (professora universitária especialista em mediação de conflitos). Os temas tratados foram auto-realização, os jogos territoriais enfrentados no trabalho, e os cuidados com armadilhas a que estamos sujeitos.

No terceiro e último painel foi falado sobre a Saúde e Sustentabilidade Emocional, ou seja, em todos os sentidos: física, emocional, sexual e financeira, tivemos as palestras de Betty Almeida(médica, especialista em Programas de Qualidade de Vida), de Carla Cecarello (psicóloga, especialista em sexologia) e Mara Luquet (jornalista, especialista em finanças e economia).

Claro que num encontro desses, sendo a maioria mulheres, ainda tivemos divertidos sorteios de lindos brindes doados por algumas empresárias que participavam do evento, livros do Dr. Gaiarça e de Mara Luquet, degustação de vinho, patês, lanchinhos, docinhos, e uns brigadeiros de comer babando… e depois correr pra academia…

Foi um dia muito especial para todas que puderam participar, e aqui eu agradeço especialmente minha prima Márcia Bueno, que me convidou para o encontro. A quem não foi, recomendo que fique de olho pois foi prometido para o ano um terceiro encontro, e sei que vai valer à pena!!!

 

O segundo evento que participei foi de outra natureza, um vernissage, ontem à noite, uma linda exposição que teve a curadoria de uma querida e muito competente amiga, Daisy Estrá, e ocorreu na Galeria Marta Traba, do Memorial da América Latina.

Trata-se de “VIAGEM NOTURNA – Arte Indígena: Preservação”.

Vocês não podem perder de nenhuma maneira! A exposição abre para o público hoje, sábado, e vai até o dia 3 de agosto.

A exposição está belíssima, e trata-se de um valioso acervo de arte indígena que está temporariamente sob a guarda do Memorial, (mas ainda está sob a responsabilidade do juiz federal da sexta vara criminal, especializada em crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de valores).

O acervo chegou em más condições de conservação ao Memorial, com insetos e fungos, então Daisy traçou um plano para com  sua equipe recuperar a beleza original das peças que agora estão na mostra.

Foi criada uma ambientação na galeria com luz adequada, som ambiente, e atmosfera como se tivéssemos sido transportados para uma grande oca construída ao redor de uma generosa árvore. As peças expostas pareciam flutuar no ar, os lindos cocares com suas penas multicoloridas, cestarias, esculturas, armas de guerra, e um filme muito lindo sobre o povo indígena chamado Xingu Terra, que também foi restaurado, fazia-nos sentir como parte de uma aldeia.

É uma exposição que mexe com nossas raízes brasileiras, que fala de povos que vem sendo aculturados ao longo dos anos, e daí a importância da preservação de sua arte e cultura originais.

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Esta quinta-feira amanheceu diferente; levantei rapidamente da minha cama, me aprontei, e fui levada por meu marido ao aeroporto: fui passar o dia no Rio de Janeiro, na abertura do Rio Patchwork Design 2008, a exposição e feira de Patch, cujo tema este ano era o Tropicalismo, em comemoração aos 40 anos daquele que foi um movimento marcante em nosso país especialmente pela música.

Cheguei ao Rio com tempo claro, céu azul, mar verdinho, e o amável comandante do avião deu-nos o presente de sobrevoar todo o Rio; pude ver claramente a Baía de Guanabara, a ponte Rio – Niterói, a cidade de Niterói ao longe, os Arcos da Lapa, o outeiro da Glória, o Pão de Açúcar, o Cristo, sempre de braços abertos sobre a linda cidade.

Cheguei cedo ao evento, que só abria às 12hs, mas, como eu, outras garotas do Patch também chegaram cedo, vindas em caravana de outras cidades vizinhas ao Rio, como Resende, Petrópolis, Teresópolis… Como sempre, nunca fico sozinha, e logo tratei de fazer uns contatos com as garotas e bater um papinho bem legal enquanto esperávamos pela abertura do show.

A exposição estava bem montada em painéis de madeira pintada de branco e à entrada lia-se a frase do texto “Tropicália” de Hélio Oiticica: …”O mito da tropicalidade é muito mais do que araras e bananeiras: é a consciência de um não-condicionamento as estruturas estabelecidas, portanto altamente revolucionário na sua totalidade. Qualquer conformismo, seja intelectual, social, existencial, escapa à sua idéia principal.”

Os trabalhos menores estavam circundados por uma linda moldura de madeira fixada nos painéis. As colchas grandes, por outro lado, estavam colocadas pelo lado de fora do espaço destinado à exposição, voltadas para o corredor de passagem o que prejudicou muito a apreciação das obras, uma vez que ao parar para admirar o trabalho, sempre havia muita gente tentando passar para um ou outro lado, pela frente ou por trás, e como o corredor não era muito largo, as fotos ficaram bem prejudicadas, pois para conseguir capturar a imagem de toda a peça precisávamos ficar bem de lado.

Infelizmente também, como a premiação seria por júri popular, os trabalhos não exibiam os nomes de seus autores, mas sim um papelzinho pregado com alfinete onde se via um número escrito à mão, para que a peça pudesse ser votada anonimamente. Fotografei todos os lindos trabalhos e vou postar as fotos no blog. Assim que conseguir descobrir os nomes dos autores, tentarei nomear as fotos.

Uma coisa triste que tenho observado em nossos festivais, e aqui não me refiro apenas ao festival do Rio, mas a todos os festivais brasileiros, é a falta de cuidado que os visitantes, em sua maioria, tem ao apreciar os trabalhos de Patchwork. Muitos tocam no trabalho, sem se lembrar que nossas mãos, por mais limpas que estejam, carregam a gordura natural de nossos corpos, e que a soma dos toques vai deixar uma marca de gordura nas peças apresentadas. Chega a ser mesmo engraçado observar como muitos precisam “ver” com as pontas dos dedos, para apreciar melhor um bordado, um quilt, ou mesmo um perfeito encaixe. Cabe aos professores destinar parte de suas aulas para este tipo de orientação aos seus alunos, e aos organizadores dos eventos a proporcionar condições de exibição das peças de modo a coibir essas situações desagradáveis.

A feira é sempre uma festa, um encontro de amigas, conhecidas ou não, irmanadas pelo gosto por esta arte. A disputa pelos paninhos também faz parte do jogo, e em muitos stands estava mesmo impossível de entrar, e se entrava, impossível sair! Mil botõezinhos, charms, moldes, bonecas lindas, paninhos, painéis, acessórios, máquinas que só faltam falar….

Todos os stands estavam muito disputados.

O lançamento da nova coleção de bolsas da 1001 Retalhos cujo tema é os rios do Brasil, feitas com um tecido à base de garrafa pet reciclada, e bem bordadas, encantou todas as mulheres que passaram pelo stand.

Passei uma ótima tarde, me encontrei com várias amigas do Rio e mesmo de São Paulo, ri muito, vi lindos trabalhos, comprei alguns botõezinhos, uma linda bolsa, e uma bonequinha, e quando percebi já estava na hora de voltar ao aeroporto e daí pra casa outra vez. Valeu!!!!

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