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Archive for maio \07\UTC 2008

Estou praticamente acabando de chegar de minha viagem à Paducah no Kentucky, cidade que é considerada a capital americana do quilt, e onde se localiza o Museu Americano do Quilt. Fica bem no meio dos EUA, uma cidade pequena, mas cheia de calor humano, com um povo muito receptivo e feliz por ser alvo de uma “romaria” anual de quilteiras de toda parte do mundo.

Paducah se localiza a oeste do estado de Kentucky, às margens do Rio Ohio.

Ao lado do porto fluvial, no centro da cidade, vemos um enorme muro, com painéis pintados, e em cada quadro vê-se um pouco da história da cidade, da conquista do território, os índios, a urbanização, a extração de madeira, as indústrias, até chegar aos dias de hoje. No centro também podemos tomar um bondinho que leva a todos pontos de interesse da cidade.

A região é de fazendas, com grande parte da população vivendo na área rural. Esta é uma época linda naquela região pois estão em plena primavera, com as árvores desabrochando, cheias de minúsculas folhas verdes, clarinhas, e botões de flor nos galhos das árvores e em toda parte. Lá agora a ordem é reformar canteiros, plantar novas mudas de flores, e vestir o jardim de primavera!

Por toda parte encontrei cartazes de saudação e boas vindas às quilteiras, e a maioria das lojas e restaurantes estava enfeitada com quilts, retalhos, e objetos alusivos a vida no campo e à arte da costura como é praticada por lá e também como era nos tempos antigos. Há muitas lojas de antiguidades, onde também é possível comprar de pequenos objetos antigos, dedais, objetos de toucador e mesmo móveis, até jogos de blocos para quilt, esperando apenas para serem unidos e quiltados. Mesmo o Shopping Center da cidade dedicou uma grande área para que os artesãos de patchwork e quilt montassem seus pontos de venda.

O Museu Americano do Quilt se localiza bem no centro de uma praça ajardinada, ao lado do porto, num belo edifício térreo, moderno, com três grandes salões de exposição, loja, e espaço para aulas e palestras. Lá se encontram os quilts premiados de festivais passados, e antigos quilts, que tem sua datação histórica, aproximada, da época da colonização americana, que por seu estado de conservação ou especial design, mereceram estar entre os destaques do museu. No momento estava ocorrendo uma exposição de trabalhos de quilt em miniatura de tirar o fôlego de tão lindos, e uma outra exposição de quilts artísticos, modernos, que teve a curadoria de Ricky Tims, conhecido e famoso artista dos quilts que ainda toca e canta.

Proximo ao Museu localiza-se o espaço de exposições da cidade, onde ocorreu o evento. Um grande espaço de exposições principal, e mais dois salões de exposição ao lado, todos cheios de lindos quilts dos mais varidos temas, e de lojistas de toda parte dos EUA que trazem as novidades em materiais.

É incrível, mas vi gente de boa parte do mundo por lá: grupos de japonesas, grupo de holandesas, indianas, inglesas, francesas, espanholas, italianas, nós as brasileiras, e muitas que pela língua falada ficou difícil de localizar…Vi muita gente do povo Amish, com suas roupas tradicionais, suas toucas delicadas. Vi um grupo muito divertido das garotas do Red Hat Society, que vestidas a caráter, fizeram questão de ajudar como White Gloves (guardiãs dos quilts) durante um dos horários.

Eu também me inscrevi como “White Glove”, e por duas horas trabalhei como guardiã de uma ala da exposição, ajudando a controlar os visitantes mais empolgados para que não tocassem os trabalhos, e fornecendo informações sobre os mesmos.

É verdadeiramente emocionante ver aquelas maravilhosas obras de arte, que muitas vezes nos pegamos pensando mas “como se faz isto com tanta perfeição?”, ver a delicadeza dos arranjos de tecidos nos trabalhos, e ver que alguns são mesmo um pouco exagerados segundo meu gosto brasileiro.

Uma das coisas que me fez mais feliz, foi logo ao começar olhar a categoria painéis de parede ver o trabalho da amiga Hila Leslie, de Niteroi – RJ, um magnífico trabalho todo à mão, que eu já havia visto no festival de Gramado em 2007, onde fora premiado.

Foi uma viagem empolgante, divertida, proveitosa, de onde além das imagens inesquecíveis dos trabalhos, do povo, da região, pude trazer também alguns queridos “paninhos”….

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