Tem gente que gosta de gatos. Elegantes. Refinados. Donos do próprio nariz e donos daqueles que se acham seus donos. Não atendem aos chamados, a não ser que lhes seja interessante. Não ligam pra visitas, ignoram. Zelam só por si. Não fazem festas barulhentas quando felizes apenas miados discretos. Não dão lambidas molhadas de alegria, são finos.
Tem gente que adora pássaros. Ou tem nos perto de si em gaiolas para cuidar e ouvir seus trinados, ou apenas gostam de observá-los, sentados em varandas, ou ainda se embrenham pelas matas, munidos de binóculos a observar seus hábitos.
Tem quem seja louco por jabuti, ou hamster, ou coelh
os, cobras, lagartos e mesmo aranhas.
Eu gosto mesmo de cachorro. Concordo com a propaganda que diz que “Cachorro é tudo de bom”. Concordo mesmo. Tanto concordo que tenho três. Três salsichas, ou teckel, como queiram. Adoro a festa barulhenta que fazem quando chego em casa, as lambidas festivas que ganho, o amor incondicional que recebo, o ciúme da minha pessoa, como se eu pertencesse só a eles, e da mesma forma deva ser devotada. A exigência dos carinhos nas suas costas. O mau gênio demonstrado aos estranhos que chegam a nossa casa, que depois de devidamente “apresentados”, na maioria das vezes, tornam-se alvo de demonstrações mais afáveis. Ao convite “vamos trabalhar?” correm todos para a porta do ateliê e ficam esperando que seja aberta para subirem a escada correndo e se ajeitarem aos meus pés, pacientemente, enquanto trabalho. Se, ao chegar a noite, me demoro mais do que o costume, sou severamente advertida por insistentes latidos que “a hora do expediente já acabou, precisamos descer e nos acomodar no sofá, fazer trabalho manual, e ver televisão”. A Sally acomodada no meu colo sob o trabalho, o Billy colado ao meu lado direito, e o Monet sentado no canto do sofá, apoiando seu braço na lateral do sofá, com pose de lorde inglês. Sempre foi assim. Desde que o Pequeno Billy ficou triste e sozinho quando sua companheirinha Tutty morreu, e decidi buscar-lhe uma nova companhia, uma cadelinha tímida e quietinha que havia visto na vitrine de uma loja. Tímida e quietinha…, pois sim, num instante aquele fiapinho de cachorro tomou conta do entristecido Billy, tomou conta da casa, e decidiu que éramos todos dela!!! De bom grado aceitamos, nós os humanos e o Billy, encantado que estava com a agitadíssima figura. Não preciso contar que num instante a família aumentou, e vieram três lindos filhotes, que tive a honra de ajudar no parto: a Frida, o Zeca (hoje Scoobyloo), e o Monet. Foi impossível afastar o Billy da prole, tão feliz ele estava que queria entrar no ninho toda hora!!!! O tempo foi passando, Frida e Zeca seguiram seus caminhos, e o Monet ficou conosco.
Não chega a completar um mês que descobrimos que o Billy tinha um sério problema cardíaco.
A princípio não julgávamos tão sério, uma vez que demonstrava um leve cansaço e emagrecimento, e nem tinha tanta idade assim, estava com 9 anos. Foi logo medicado, mas não melhorou, e com os exames descobrimos que as válvulas de seu coraçãozinho estavam muito comprometidas, irreversivelmente, e o cardiologista chegou a dizer que não daria pra prever se ele duraria uma semana, um mês ou dois, mas não seria muito. Ficamos todos muito abalados com a doença dele, mas jamais esperamos que se fosse tão rápido. Na sexta feira fui acomodá-los para dormir, e ele como sempre rosnou pra mim, pois só entrava na casinha quando ele queria, não adiantava insistir. Estava bem. Acomodou-se, cobri-o, apaguei a luz e encostei a porta.
Foi encontrado na manhã seguinte já morto.
Não dá pra explicar o sentimento de impotência que nos invade, a dor da perda do companheirinho, esquecer seu olhar penetrante e apaixonado, como que querendo falar conosco, (muitas vezes ele me fazia entender o que ele estava querendo), sua vigília sempre ao meu lado, sua tristeza quando eu me ausentava por um período maior (uma vez depois de voltar de viagem, após os carinhos e as lambidas, recebi do Billy vários rosnados sentidos, ele estava bravo!).
Meu doce amiguinho se foi, e venho aqui prestar a ele minha homenagem, pois foi sempre um bom cachorro, genioso sim, dono de forte personalidade, mas não se envolvia em questões banais, apenas quando era afrontado, ameaçado, ou sentia ameaçados os que amava.
Ao Billy todo meu amor!






Oi Selminha
É triste!!! Os animaizinhos são grandes companheiros, a seu modo é claro, e quando se vão a lacuna fica, mesmo quando outros vem, eles não são substituidos.
Deixo aqui a minha solidariedade.
Bjknhas
Sonia
Deixo também registrado meu eterno amor ao Billy, que estará sempre em nossos corações.
(Ficou simplesmente linda a homenagem…. claro q eu não aguentei e chorei mto)
Beijos Mãe…. Te amo
Esse lindo cachorro me faz mais companhia do que muitos amigos, namorado…e vai fazer muita falta! Já está fazendo!
Apenas posso dizer que foram excelentes momentos de alegria ao lado dele!
Sempre o amarei!
Querida Selma, hoje somente descobri algo mais em comum entre nós duas…ambas somos virgens… eu nasci em setembro também, só que no dia 17, e sou um pouquinho mais experiente, tenho 54 anos. Parabéns pelo seu niver, tudo de bom e cada vez mais linhas e paninhos são o meu desejo sincero. Beijocas da Naná.
Os cães nos ensinam muitas coisas nesta vida. Em sua inocência e espírito de servidão, são sábios conselheiros que permanecem ao nosso lado, a cada novo passo do caminho, ensinando-se a sentar, esperar e a seguir adiante exatamente nos momentos certos. Billy pode não estar mais entre nós, mas foi um mestre para quem conviveu com ele, e viveu da forma mais intensa possível. Os cães só conhecem o presente, e seu ofício é amar seus donos. E nada mais.
Parabéns por seu cachorro!
Ele parece ser muito simpático.
E tem jeito de ter uma “personalidade forte”. ; )
Fiquei muito emocionada com sua menssagem, tb gosto muito de cachorro e animais. Tive uma cocker branca e preta e tb fiquei muito triste e até doente quando ela morreu, senti muita falta dela…fiquei tão triste q não consigo ter outro cachorro. Agora estou com um coelhinho, ele é muito arteiro, mas adoro ele!
Parabens pela doce homenagem ao seu compnaheirinho.
Gi
Oi Selminha, estava passeando pelo site a procura de um bebe canino que viesse a preencher minha vida , e me deparei com sua história sobre o Billy e não pude evitar , creio que assim como todos os leitores …chorei…realmente é muito triste a perca de um ente tão companheiro como os caes..
Eu tive um Basset, seu nome era Chorão, este nome porque quando eu o ganhei de presente, na primeira noite em minha casa, acordamos com um choro de bebe, e adivinhem??!! era ele, que acabou recebendo o nome Chorão… enfim, sua estadia por nossa passagem terrestre foi curta, ele teve uma doença estranha que secou-lhe as vertebras, mesmo minha veterinária pedindo que o sacrificasse,nós( família dele) não aceitavámos a sua morte e julgava-mos que mais cedo ou tarde ele melhoraria,pois ele era muito bem tratado tanto pela médica quando por todos nós de casa…resumindo…acabamos perdendo-o, ainda dói muito , toda vez que vejo essa raça, dócil e de olhar triste, me recordo do Chorão e de quão grande é a sua ausencia…Sei bem o que vc sentiu com a partida do Billy,mais acredito que um dia, nós veremos nossos cães em algum lugar sereno e tranquilo.
Bjs e que Deus possa fazer com que guarde-mos lembranças desses anjos que nos são enviados para a junção da nossa felicidade completa.
Abçs carinhosos a vc e aos teus, incluindo os Aus aus.
Bjs
Josy
Obs: Estou a procura de um filhote, se souber de alguém que os possua, envie para o meu e-mail,pode ser qualquer raça, desde já agradeço
Josyloba@hotmail.com
Nossa, que triste – deixei um comentário em janeiro, quando vi as imagens, e não havia lido o post até o fim.
De qualquer forma, tenho certeza que o Billy teve uma vida super feliz, e que foi amado por você durante todo o tempo que passou por aqui.
Tenho certeza de que ele, onde estiver, está feliz, com saudades de vocês.
Poucas pessoas entendem como podemos amar um cachorro. Como eles podem (e são) meigos e especiais – você, com certeza, entende!
Parabéns pela homenagem ao Billy – ; )