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Eu tenho uma espécie de dever, dever de sonhar, de sonhar sempre,

pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,

eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.

E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas

supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho

entre luzes brandas e músicas invisíveis. 

2008 049

foto de Flávia Silva

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

 

 

Hoje recebi este texto atraves de uma amiga querida. É incrível como de repente encontramos alguém que nos “fala” tudo o que realmente estamos pensando, que se importa com as mesmas coisas que andam povoando nossas idéias…. então publico pra que voces tenham contato com as idéias  , que hoje faço minhas….

Jaboticaba2[1]

Amigos, o texto que recebi com o título acima, que seria da autoria de Rubem Alves, não é dele. Entrei em contato com o autor e estou aguardando sua autorização para colocá~lo aqui com os devidos créditos…

então aguardem comigo!!!

O essencial faz a vida valer a pena.

 

 

Hoje tomei contato com este lindo texto da Clarice Lispector que fala de mudanças, do novo, do novo olhar, do novo sentir, de como obter este novo olhar…   Divido então com voces este texto, que não é meu, mas queria muito que tivesse sido, assim como desejo que seja de cada um de voces….

 

“Mude, mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.

Sente-se em outra cadeira,
no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,
procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente,
observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira
para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.

Durma no outro lado da cama…
depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de TV,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.
Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.

Aprenda uma palavra nova por dia
numa outra língua.
Corrija a postura.
Coma um pouco menos,
escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.
o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.
Tente novos amores.
Faça novas relações.

Almoce em outros locais,
vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.
Almoce mais cedo,
jante mais tarde ou vice-versa.

Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.
Vá passear em outros lugares.

Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,
de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,
quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.

Vá a outros cinemas,
outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.

Se você não encontrar razões para ser livre,
invente-as.
Seja criativo.

E aproveite para fazer uma viagem
despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.
Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.

Você certamente conhecerá coisas melhores
e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,
o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda!

Repito por pura alegria de viver:
a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não
vale à pena!!!! 

Silêncio

 Amigos,

Coloco aqui um poema muito tocante de minha Tia Ignez, redatora do Jornal Maturidades da PUC – SP, depois de solicitar a ela a licença para divulga-lo. Como ela diz: A vida é tão curta, as experiências precisam ser compartilhadas.  Divido então com voces esse momento de silêncio…

 

Silêncio

 

Ignez Ribeiro

 

 

 

Quando olhei para você e vi aquele seu olhar

tão profundo, como duas estrelas brilhantes,

senti que tínhamos muitas coisas para  nos dizer.

O silêncio foi tão eloqüente que percebi que

mil palavras seriam desnecessárias ou mesmo insuficientes.

Conversamos assim, sem falar, sem que um movimento sequer

quebrasse o encanto do momento.

 

 

Quantas coisas foram ditas, ouvidas e sentidas e, ainda assim,

nada, nem ninguém, teria ouvido ou entendido.

Sei que é importante saber se expressar,

os pensamentos concatenar, deixá-los claros e objetivos

para podermos ser compreendidos.

 

 

Mas, no entanto, naquele instante, a clareza, a sutileza do

silêncio foi tão forte, tão presente, que tenho a certeza absoluta

de que nenhuma palavra, nem uma sequer, ficou ausente.

Não há como esquecer, nada há de se apagar,

do que nos dissemos, no mágico e eterno silêncio do momento.

 

 

Um dia…- 2002.

 Como contei a vocês, estou com meu joelho esquerdo operado, em recuperação de uma lesão na cartilagem. Processo lento, que me obrigou a usar muletas por seis semanas, depois passando a usar apenas uma muleta por algum tempo, para, depois de muita fisioterapia, voltar a andar normalmente.

É muito interessante como o não uso de um joelho vem redimensionar toda uma dinâmica. Fiquei muito mais lenta nas pequenas coisas do dia a dia, o sentar, o levantar, o caminhar, o banho e o enxugar o corpo depois, enfim todas as ações, mais demoradas, trabalhosas, os movimentos tem que ser muito bem pensados, planejados, sob o risco, em caso contrário, de haver um desgaste físico dobrado… O tempo passa a ter outra dimensão.

Também tem a questão de não conseguir carregar quase nada, pois as mãos  estão muito ocupadas me carregando. Isto é o pior. Você fica dependente. Se quiser buscar uma fruta para comer, até chego a ela, mas, e como trazer? Complica… Tem que se inventar maneiras ou depender de alguém.

O trabalho no ateliê ficou prejudicado. Difícil dar uma boa aula sem poder ter a liberdade de me movimentar, ou de buscar alguma coisa para mostrar a aluna, enfim… Minhas alunas são muito pacientes.

Isso me levou a uma consciência maior do tempo em si, e de como ás vezes fazemos uma coisa já pensando na seguinte, sem aproveitar o momento presente. Hoje em dia só consigo fazer uma coisa de cada vez. E não adianta ficar nervosa, pois estou mais lenta. E pronto.

O que conseguir realizar, bem! O que não conseguir realizar, paciência! Não adianta sofrer. Não dá e pronto.

Outra questão é como o outro nos enxerga, ou como nós todos enxergamos alguém com dificuldade física… Senti na pele as dificuldades de uma pessoa deficiente. No meu caso uma deficiência temporária, mas uma experiência que todos devíamos passar. Passei a olhar com carinho as vagas de estacionamento reservadas para os que realmente precisam delas, e senti muita raiva ao ver no estacionamento do conjunto Kinoplex aqui em São Paulo, um lindo carro conversível ocupando a melhor vaga, a mais próxima do elevador, reservada para deficientes. E quem realmente precisava do espaço? Quem usa cadeira de rodas fica sujeito a uma vaga apertada? Como fica isso? Sem falar nas calçadas esburacadas, rampas íngremes, e outras coisas mais…

Tive também a experiência de emprestar um carrinho à bateria para me locomover em um shopping Center. É muito interessante a reação das pessoas. Algumas simplesmente não te enxergam… não vêem a pessoa com dificuldade de locomoção. Explico: precisava ir a outro andar. Diversas vezes o elevador parou em minha frente e foi embora, sem eu conseguir entrar, pois eu tinha que encaixar o carrinho na frente da porta estreita do elevador, mas antes precisava deixar sair quem estava dentro. Os passantes não me enxergavam e não paravam de passar em frente ao carrinho. Eu não conseguia movimentá-lo e entrar no elevador, que fechava a porta e ia embora!!! Até que um casal percebeu e chamou o segurança que veio em meu auxílio, “bloqueando o transito” dos passantes para eu poder entrar! Que stress.

Sei que este tempo vai passar, e um dia nem vou me lembrar das dificuldades que enfrentei. Mas sinceramente espero não me esquecer das lições aprendidas nesta fase, das pequenas atenções e manifestações de solidariedade recebidas de estranhos, pessoas solícitas, que às vezes com um simples abrir de porta manifestaram atenção e cuidado com uma desconhecida em dificuldade.

 

Bordando…

Estou recomeçando lentamente minhas atividades no ateliê. Uma cirurgia no joelho esquerdo me deixou de muletas por um bP1000972om tempo, mas não consigo ficar parada, sem ver as amigas, sem estar no meu cantinho…. embora ainda não consiga ficar por muito tempo.

Estamos com um grupo de bordados muito bom , com a orientação da Sonia Bianco, que foi aluna da Sávia Dumont, e também já era bordadeira por mãe , avó, tias, portuguesas, e andamos bordando a vida!!!!!
Tem sido uma experiencia muito rica!!! A tarde passa rápidamente, e os trabalhos estão crescendo!!!
Nossa próxima reunião será na sexta, dia 24/07, 14hs em meu ateliê.
Não quer aparecer?????
bjim

Hoje, sexta feira chuvosa e feia, recebi este texto de Danusa Leão, por email, de uma amiga querida….

Aproveitem a leitura…. 

 

Duas bolas, por favor – Danuza Leãoist1_1435869-ice-cream

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.

Uma só.

Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.

A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.

A gente sai pra jantar, mas come pouco.

Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.

Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de ‘fácil’).

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo.

Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em ‘acertar’, tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação…

Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão…

Às vezes dá vontade de fazer tudo ‘errado’.

Deixar de lado a régua,

o compasso,

a bússola,

a balança

e os 10 mandamentos.

Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.

Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: ‘Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora’…

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.

Um dia.

Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga:

cinco bolas de sorvete de chocolate,

um sofá pra eu ver 10 episódios do ‘Law and Order’,

uma caixa de trufas bem macias

e o Richard Gere, nu, embrulhado pra presente. OK?

Não necessariamente nessa ordem.

Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago  . . .

Bordando a Vida!!!!

Algumas amigas pra conversar…

Uma tarde gostosa, onde o tempo passa muito rápido …

Cheiro de café, umas bolachinhas, quem sabe um bolo de maçã?…

Uma porção de linhas e uma vontade enorme de colorir o próprio mundo com fios das mais diversas cores…

É muito do universo feminino estas tardes de troca, que muitas e muitas vezes um dia já aconteceram sob uma frondosa árvore, ao pé de um fogão de lenha, ou quem sabe numa confortável sala de estar de alguma grande fazenda….

Hoje em dia fica mais difícil, a vida é muito mais agitada, …o fogão à lenha nem existe mais aqui na cidade!!! E,  mesmo as árvores que temos por perto, coitadaso-2s, nem são tão frondosas assim…

Quanto à fazenda… bem, vai ter que ficar pro feriado, não é???

Mas esta cartinha, é pra contar pra você que dentre as novidades que pretendo introduzir em meu ateliê neste semestre, a primeira será uma tarde de bordados…. aqueles bordados maravilhosos que nossas avós faziam , colocados em um projeto pessoal, onde você vai desenvolver o seu tema,  a história de sua vida, através dos bordados… Será uma jornada deliciosa por este mundo tão particular, aprendendo pontos novos, aplicando-os em seu projeto pessoal, levando o conteúdo aprendido para trabalhos em Patchwork, feltro, enfim, para suas atividades.

Venha fazer uma experiência. As aulas serão dadas pela artista plástica Sonia Bianco, e, a princípio devem ocorrer uma vez por mês. Traga as suas linhas, lãs, agulhas de todos os tamanhos, tesoura e um pedaço de linho ou linhão medindo 50 x 50 .

A primeira aula será dia 7 de maio, quinta feira, das 14 às 17 horas, com direito a bolo e café!!!

 

Local : Ateliê Selma Dias

Rua Cotoxó, 303 – cj 98

Fone : 3673-2413 e 99836707

Perdizes – São Paulo

Início – dia 7 de Maio

Horário : 14 às 17 horas .so-1

Valor : R$40,00 a aula .

Contatos de Sonia Bianco:

www.soniabiancoartes.blogspot.com

www.flickr.com/people/soniabiancoartes

 

Aguardo você!!!!

Bolo de Maçãs

Conforme o prometido a minhas alunas, aqui vai a receita de um bolo delicioso que sirvo no ateliê.

 

1.    Corte 5 ou 6 maçãs pequenas em cubos e misture com uma colher de açúcar e canela a gosto (se desejar, junte uvas passas e deixe de molho uns minutos em alguma bebida forte – vinho do porto, rum, conhaque-)  – reserve. 1543355397_22689d5269_m1

2.   2 ovos+ uma xícara de óleo+ as cascas das maçãs+ 2 xícaras de açúcar = bata no liquidificador – reserve.

3.   Em uma tigela coloque 2 xícaras de farinha de trigo + 1 colher de sopa de fermento.

Misture bem e junte com  as outras partes reservadas.

 Coloque em uma forma untada, espalhe um pouco de açúcar e canela por cima, leve ao forno quente.

 Obs: costumo assar duas formas de pão, assim tenho dois bolinhos!!!

 

 se gostar, deixe um recadinho!!!

 

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